TDAH e suas facetas: quando a agitação infantil é normal e quando é sinal de alerta
- Thaís Barbisan

- há 3 dias
- 2 min de leitura
Especialista explica como diferenciar comportamentos típicos da infância de sinais clínicos e por que o acompanhamento profissional importa
Crianças inquietas, desatentas ou impulsivas podem provocar preocupação em pais e educadores, mas nem sempre esses comportamentos são sinais de um transtorno. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica real, porém ainda cercada por mitos e rótulos que dificultam o reconhecimento adequado. Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, esclarecer o que é, o que não é e quando buscar ajuda é fundamental para a saúde mental infantil.
Segundo uma revisão sistemática e meta-análise publicada no Italian Journal of Pediatrics, baseada em 61 estudos com quase 97 mil crianças, aproximadamente 7,6% das crianças de 3 a 12 anos e 5,6% dos adolescentes de 12 a 18 anos apresentam TDAH, reforçando que a condição afeta uma parcela significativa da população jovem mundial.

“No dia a dia, toda criança pode ser distraída ou agitada em certos momentos. O que caracteriza o TDAH é a persistência dos comportamentos, sua intensidade e, principalmente, o impacto negativo nas atividades escolares, sociais e familiares”, afirma Thaís Barbisan. Segundo a especialista, um dos equívocos mais comuns é confundir agitação típica da infância com sintomas clínicos: “Quando os comportamentos interferem no aprendizado e na adaptação da criança, vale a pena procurar uma avaliação profissional”, explica.
Existem também muitos mitos sobre as causas do TDAH. “Não é falta de disciplina, nem resultado direto de excesso de telas ou de educação inadequada. O TDAH tem mecanismos neurobiológicos complexos e seu diagnóstico precisa ser criterioso”, reforça Thaís. A confusão entre comportamentos esperados e sintomas clínicos pode atrasar o acesso a intervenções que ajudam a criança a desenvolver habilidades de autocontrole, planejamento e organização.
Outro ponto que preocupa especialistas é a variabilidade no reconhecimento do transtorno em diferentes contextos. Ao mesmo tempo em que alguns casos passam despercebidos, outros comportamentos corriqueiros são erroneamente rotulados como TDAH sem avaliação especializada, o que reforça a necessidade de orientação técnica para as famílias.
“Buscar ajuda profissional não é rotular a criança, mas entender suas necessidades e criar estratégias que promovam bem-estar e desenvolvimento”, conclui a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan. Com avaliação adequada e suporte interdisciplinar, é possível ajudar crianças com TDAH a prosperar em suas rotinas e relações.
Thaís Barbisan
@thatbarbisan
Psicóloga clínica e neuropsicóloga (CRP 06/136840), formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e pós-graduada em Neuropsicologia pelo Instituto de Estudos do Comportamento, atuando há mais de oito anos no atendimento a crianças, adolescentes e adultos. Com abordagem integrativa e ênfase na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), dedica-se à psicoterapia e à avaliação neuropsicológica, especialmente em casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão e questões emocionais. Atende presencialmente em Ribeirão Preto (SP) e também no formato online, oferecendo acolhimento, ciência e estratégia clínica para promover saúde mental e qualidade de vida.
Assessoria de Imprensa
Júlia Bozzetto
Jornalista - MTB/RS 19335
(51) 99632-1935



