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Ansiedade de separação e Autismo: Dicas para a porta da escola

  • Foto do escritor: Gabriela Meneghitti
    Gabriela Meneghitti
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O retorno às aulas, pode ser para muitos alunos, um momento muito delicado, mas para crianças autistas, a separação na porta da escola representa a quebra de rotina, o afastamento prolongado da família após as férias, e a imprevisibilidade do novo semestre, podem intensificar a ansiedade de separação, e pode se manifestar por meio do choro intenso, recusa escolar, crises de desregulação ou até mesmo sintomas físicos, como dores de barriga ou náuseas.


Para os pais, esses momentos são igualmente desafiadores, pois muitas vezes geram culpa, insegurança e dúvidas de como agir nesses momentos, sem aumentar o sofrimento do filho. Compreender o que está por trás desse comportamento é um passo fundamental para lidar com a situação de forma mais segura e empática. A ansiedade de separação é caracterizada por um medo excessivo de se afastar de figuras de apego, e que geralmente, são os pais ou cuidadores. Esse medo interfere significativamente no funcionamento da criança, causando sofrimento emocional intenso.



No caso de indivíduos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a ansiedade pode vir de formas mais intensas. Isso acontece porque os autistas apresentam maior necessidade de previsibilidade, dificuldade de lidar com mudanças, sensibilidade sensorial, entre outros. A figura dos pais representa segurança, organização do ambiente e mediação das demandas externas.


Partindo desse pressuposto, o momento da porta da escola merece atenção, e uma das principais orientações é a previsibilidade. A criança precisa saber quem irá levá-la a escola, quem irá buscá-la e em qual horário, sendo importante também, manter essas informações alinhadas com os profissionais da escola, para uma maior segurança. Antecipar essas informações, utilizando imagens, quadros de rotina e uma linguagem simples, ajudam a reduzir a ansiedade e aumenta a sensação de controle.


Outra estratégia é a de construir rituais curtos de despedida, como beijos, abraços, toques e até brincadeiras. Sair escondido ou até mesmo “fugir”, pode quebrar a confiança da criança e intensificar a ansiedade nos dias seguintes. Lembrando que, a postura emocional dos pais, exerce grande influência nesse momento. Quando os pais demonstram insegurança ou angústia, a criança tende a interpretar o ambiente como ameaçador.


Outro ponto importante é o alinhamento com a escola. Os professores e a equipe pedagógica devem estar alinhados e cientes das dificuldades daquela criança. Em alguns casos, permitir que a criança entre alguns minutos antes do horário ou ter um objeto que represente o vínculo com os pais, pode ajudar na adaptação.


A adaptação não acontece de forma linear, alternando entre dias mais fáceis e mais difíceis. Quando a ansiedade de separação é persistente, a orientação de um profissional da saúde mental pode ser essencial para ajudar a criança, a família e a escola a construírem estratégias mais adequadas. O importante é respeitar o tempo da criança.


Gabriela meneghitti Psicóloga CRP - 06/218745

@gaby_meneghitti_

@clinicaledesmasuarez



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