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Carnaval Inclusivo: como montar um kit de regulação sensorial

  • Foto do escritor: Lucas Labrunetti Zwerkovoski
    Lucas Labrunetti Zwerkovoski
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A comemoração do Carnaval é atrelada à alegria, ao encontro e à expressão cultural, mas também pode ser um ambiente intenso para pessoas neurodivergentes. O excesso de estímulos e as mudanças na rotina podem gerar sobrecarga sensorial e crises de estresse. Pensando nisso, montar um kit de regulação sensorial pode auxiliar no manejo dessa condição e possibilitar vivenciar o Carnaval de forma mais segura, confortável e prazerosa.


 

O que não pode faltar na bolsa?

 

Abafadores de som ou fones com cancelamento de ruído:

Essenciais para reduzir o impacto de caixas de som, baterias e gritos. Eles ajudam a manter o sistema nervoso mais regulado e permitem pausas auditivas durante o bloquinho ou a festa.

 

Objetos de conforto:

Qualquer objeto que ajude na regulação emocional do indivíduo, como bonecos, cobertores ou outros itens que tragam sensação de conforto. O uso desses objetos pode desviar a atenção de estímulos intensos e ajudar a manter o foco no presente.

 

Óculos escuros ou com filtro de luz:

Ajudam a reduzir o impacto visual de luzes intensas, reflexos e do excesso de estímulos visuais comuns no Carnaval, especialmente durante o dia.


 

Plano de saídas e pausas:

Observe previamente locais mais tranquilos para descanso, banheiros acessíveis ou caminhos de saída. Criar situações que forneçam previsibilidade é essencial, pois antecipa o que irá acontecer e ajuda na organização da rotina.

 

Um Carnaval inclusivo começa no reconhecimento de que cada pessoa vivencia os estímulos de forma diferente. Levar um kit sensorial não é exagero, é uma forma de autocuidado, autonomia e respeito aos próprios limites. O Carnaval é uma festa diversa, e sua beleza está justamente no enaltecimento das pluralidades. Não devemos esquecer que cada indivíduo possui sua própria forma de se expressar e necessidades a serem atendidas. Viver e festejar em coletivo representa compreensão e respeito por cada particularidade.


Lucas Labrunetti Zwerkovoski

@psi.lucaslz

@clinicaledesmasuarez



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