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Identificação e Segurança: Prevenindo fugas em locais lotados.

  • Foto do escritor: Fernanda Gonzales de Almeida Psicóloga I Neuropsicóloga
    Fernanda Gonzales de Almeida Psicóloga I Neuropsicóloga
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Carnaval, festa junina, evento da escola, show ao ar livre ou até aquele passeio simples no shopping. O que era para ser diversão, para muitas mães vira um verdadeiro sufoco. O coração dispara. O suor não é só do calor, é do medo mesmo. Medo da criança se perder, de não conseguir achar depois, de alguém machucar… medo, principalmente, de ela não saber dizer quem é ou quem são seus responsáveis.


Esse sentimento costuma ser ainda mais intenso quando falamos de crianças não-verbais, com impulsividade, autismo, TDAH ou outras condições neurodivergentes, que dificultam a comunicação, a noção de perigo e o controle dos impulsos. Às vezes, basta um segundo de distração. Um passo mais rápido da criança, um olhar que se desvia, e o coração já dispara.



É aí que muitas mães se pegam fazendo a mesma pergunta, quase como um pedido de socorro: como evitar que uma criança se perca em lugares cheios?


A primeira coisa é ser sincera com você: risco zero não existe. Mas existem, sim, atitudes simples e acessíveis que diminuem e muito as chances de um desencontro. A prevenção não acaba com o medo, mas traz mais segurança e ajuda a viver esses momentos com menos tensão e mais tranquilidade.


Uma das estratégias mais eficazes é o uso de pulseiras de identificação. Elas podem conter o nome da criança, o nome do responsável e telefone para contato. Para crianças não-verbais, essa informação pode ser crucial para que alguém consiga ajudar rapidamente. O ideal é que a pulseira seja confortável, resistente e difícil de ser retirada pela própria criança.


Os crachás de identificação também são grandes aliados. Podem ser presos à roupa ou à mochila e, além dos dados de contato, podem incluir informações importantes como “criança não-verbal”, “tem dificuldade de comunicação” ou “precisa de ajuda”. Isso orienta quem encontrar a criança a agir com mais empatia, calma e rapidez.


Outra opção são as tags de localização, dispositivos que permitem acompanhar a localização da criança em tempo real pelo celular. Elas não substituem o olhar atento do adulto, nem a supervisão constante, mas funcionam como uma camada extra de segurança, especialmente em ambientes muito cheios ou desconhecidos.


É importante lembrar que essas estratégias não são para rotular a criança nem para limitar o que ela vive, pelo contrário, elas servem para proteger, para se antecipar aos riscos e para dar mais autonomia, mas com segurança. Quando o adulto se prepara antes, o tempo de procura diminui e as chances de um reencontro rápido aumentam, e muito.


Além dos recursos físicos e tecnológicos, a orientação aos cuidadores e familiares faz toda a diferença; combinar estratégias, reforçar a supervisão em ambientes de risco e pensar na prevenção antes de sair de casa são atitudes simples, mas poderosas.


Cuidar também é prever, e prevenir, nesses casos, é um dos maiores atos de amor que existem


Fernanda Gonzales de Almeida Psicóloga I Neuropsicóloga CRP: 06/180011

@psi_fernandaalmeidaa

@clinicaledesmasuarez



 
 
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