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Material Escolar e Disfunção Executiva: organizando a mochila.

  • Foto do escritor: Fernanda Gonzales de Almeida Psicóloga I Neuropsicóloga
    Fernanda Gonzales de Almeida Psicóloga I Neuropsicóloga
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Seu filho volta da escola sem o estojo, sem o caderno ou com a mochila aberta e toda bagunçada? Isso é mais comum do que parece, especialmente em crianças com TDAH ou outras formas de neurodivergência. E não, isso não é preguiça, desleixo ou falta de interesse.


O que acontece é que o cérebro dessas crianças funciona de um jeito diferente. Elas pensam rápido, pulam etapas e, muitas vezes, se perdem no meio das tarefas. Por isso, organizar a mochila não é só uma questão de atenção ou responsabilidade, mas de algo chamado funções executivas, que são as habilidades do cérebro para planejar, organizar, começar e terminar uma ação



Quando essas funções não funcionam bem, a criança até sabe o que precisa fazer, mas não consegue colocar em prática. Isso gera frustração, cansaço emocional e aquela sensação de “eu não consigo”, que causa sofrimento emocional e baixa autoestima. Infelizmente, muitas vezes elas são cobradas antes de serem compreendidas, escutam críticas repetidas e acabam acreditando que o problema é elas.


A Terapia Ocupacional ajuda justamente aí, o ponto principal não é corrigir a criança, mas adaptar a rotina e o ambiente para que tudo fique mais simples e possível. Na prática, isso significa criar um horário fixo para organizar a mochila, dividir a tarefa em pequenos passos, usar etiquetas, listas ou fotos como apoio visual e reduzir a quantidade de coisas dentro da mochila para evitar confusão.


A organização precisa funcionar para a criança, não ser perfeita. O que ela usa mais deve ficar mais fácil de pegar, e o objetivo é ajudar aos poucos no planejamento do dia seguinte, sem cobranças excessivas. Quando os adultos trocam bronca por estratégia, a criança se sente mais segura e confiante.


Organizar a mochila não é só sobre material escolar. É sobre ajudar seu filho a se sentir capaz, diminuir a frustração e apoiar sua saúde emocional. Menos culpa, mais apoio e mais espaço para aprender.


Fernanda Gonzales de Almeida

Psicóloga I Neuropsicóloga

CRP: 06/180011

@psi_fernandaalmeidaa

@clinicaledesmasuarez



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